Após eleições, Câmara de Novo Progresso tem renovação de 33%.

por marlyson publicado 31/10/2016 07h57, última modificação 30/11/2018 13h01
Sete partidos elegem vereadores em Novo Progresso – Dos 9 vereadores eleitos para a Câmara Municipal de Novo Progresso, 3 vão ocupar as cadeiras pela primeira vez. Uma renovação de 33%. PSC elegeu dois, PMDB um, PSDB dois, PROS um, PPS um, PSB um e PDT um vereador.

Os novos vereadores são: Professor Gilberto, Samuel e Marconi.

Chico Souza, Edemar Onetta, Juarez Civiero, Cabral, Jovem e Nego do Bento já sentaram na cadeira do legislativo Progressense.

“Nenhuma mulher foi eleita em Novo Progresso”.

Ao contrário que os grupos pró renovação do legislativo almejavam, o resultado mostra não  ter havido uma “modificação expressiva” na Câmara Municipal de Novo Progresso. Em campanha nas redes sociais eles usavam a palavra renovação, com objetivo de eleger  vereadores que, até então, nunca exerceram cargo público.

Outro fator que chama a atenção para o fato de ter havido uma diminuição no número de mulheres na Câmara Municipal. Mesmo a lei obrigado aos partidos compor as chapas com  vagas de 30% para mulheres, a bancada feminina diminuiu, nenhuma mulher conseguiu se eleger nesta eleição em Novo Progresso.

O Legislativo Progressense já chegou a compor com  três mulheres em uma única legislatura, ou seja, tínhamos em torno de 33%. Agora, nenhuma representante do sexo feminino se faz representada na Câmara Municipal.  Para o advogado consultado pelo Jornal Folha do Progresso que é  especialistas em  direito eleitoral este quadro gera preocupação; “isso mostra uma fragilidade muito grande da nossa representação. Isso gera uma preocupação, em um cenário em que se busca ter uma representatividade igualitária. É muito mais viável termos uma representação mista, de homens e mulheres, de forma mais equilibrada, para discutir projetos, leis. Isso enriquece o debate e a construção legislativa de um determinado projeto para a sociedade”, afirmou.

Cabe aos vereadores fiscalizar o prefeito e elaborar leis municipais. Cada um deles vai receber um salário de cerca de R$ 5 mil,mais assessorias e outras regalias. Mas, para chegar à composição do legislativo municipal, cálculos precisaram ser feitos. É o quociente eleitoral. Ou seja, o número de votos válidos (14.755) dividido pela quantidade de vagas em disputa. O resultado foi 1.639 votos. Com a reforma eleitoral, só poderá ser eleito vereador quem recebeu, no mínimo, 10% do quociente eleitoral – ou seja, 163 votos válidos. “Isso traz uma exigência a mais. Ou seja, aqueles puxadores de votos, os mais votados de partidos ou coligações, não conseguiram trazer tantas pessoas junto a eles. Isso significa uma espécie de representatividade democrática maior”, disse o advogado professor. “Das 9 cadeiras, temos a representação de 7 partidos diferentes. Sete vozes e ideologias diferentes. Isso é importante dentro do discurso de democracia. É um numero expressivo”, completou.

Para saber a divisão de cadeiras por partido, calcula-se a quociente partidário. Nesse caso, divide-se o número de votos válidos por partido pelo quociente eleitoral. Um exemplo foi o PSC, PSDB que receberam um maior número de votos. E garantiu duas vagas cada partido.

Em resumo, o voto do eleitor na eleição proporcional brasileira indicará quantas vagas determinado partido/coligação vai ter direito. Cabe ressaltar que, mesmo que um candidato tenha votação expressiva, se o partido/coligação não ganhar vaga, tal candidato pode não ser eleito.”

 jornal Folha do Progresso